"A Flor do Buriti": filme premiado em Cannes, ilumina Resende em sessão única e imperdível
Uma experiência cinematográfica que transcende a tela! O premiado filme "A Flor do Buriti", um mergulho sensível e profundo na luta e resistência do povo indígena Krahô, terá uma exibição exclusiva e única no centro histórico de Resende (RJ).
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A sessão, promovida pelo Cineclube Casa de Claudionor Rosa, acontecerá no dia 31 de março, às 19h, e promete ser um evento cultural marcante, enriquecido por homenagens e iniciativas inspiradoras.
Esta é uma oportunidade singular de vivenciar uma obra que conquistou reconhecimento internacional no prestigioso Festival de Cannes, onde recebeu o Prêmio de Júri na seção Un Certain Regard. Dirigido pela talentosa dupla Renée Nader Messora e João Salaviza, "A Flor do Buriti" vai além da ficção, tecendo uma narrativa poderosa sobre a ancestralidade, o território e a identidade do povo Krahô. O longa-metragem, intitulado originalmente "Crowrã", oferece um olhar vívido e íntimo sobre a memória específica desta comunidade brasileira.
A relevância da história contada em "A Flor do Buriti" ecoa a trajetória de muitos povos originários nas Américas, marcada por trauma, resiliência e uma profunda conexão com a terra. O filme expõe a luta contínua para proteger ecossistemas inteiros da devastação, um tema urgente e contemporâneo que ressoa com a realidade de diversas comunidades indígenas. Messora e Salaviza, que já exploraram a cultura e mitologia indígena brasileira em seu filme anterior, "Os Mortos e os Outros" (premiado também em Un Certain Regard em 2018), retornam a essa temática com uma abordagem que busca ir além da documentação sob uma perspectiva ocidental.
Para "A Flor do Buriti", filmado ao longo de 15 meses em quatro aldeias dentro da reserva Kraholândia, no estado do Tocantins, os cineastas colaboraram estreitamente com a comunidade local, compartilhando inclusive o roteiro com três moradores, dois dos quais desempenham papéis centrais na tela. A produção do filme contou com a parceria da ClubeFoto e o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do Ministério da Cultura e do Governo Federal – União e Reconstrução.
O filme centra-se em três personagens interligados: a pré-adolescente Jotàt (interpretada por Solane Tehtikwỳj Krahô), sua mãe Patpro (Ilda Patpro Krahô) e o tio de Patpro, Hỳjnõ (Francisco Hỳjnõ Krahô), um pajé. Patpro emerge como uma figura central, impulsionada por líderes indígenas como Sônia Guajajara a protestar contra as políticas pró-agronegócio e anti-conservação do governo Bolsonaro. Paralelamente, Jotàt vivencia visões intrigantes, sugerindo um potencial para poderes xamânicos, enquanto Hỳjnõ vigia a entrada da reserva contra invasores motivados pela histórica apropriação de terras para a criação de gado.
A narrativa do filme, que combina elementos de não ficção e ficção de maneira ora fluida, ora claramente definida, não hesita em abordar momentos cruciais da história Krahô, como o massacre de 1940, reencenado em uma sequência impactante. No entanto, "A Flor do Buriti" também celebra a energia e a vitalidade da comunidade, retratando festas importantes como o Ketuwajê e rituais de passagem. A cinematografia expressiva em 16mm de Renée Nader Messora contribui para a riqueza visual do filme, capturando desde imagens noturnas iridescentes até cenas íntimas do cotidiano da comunidade.
"A Flor do Buriti" oferece uma intensa e condensada representação de quase um século de invasão e violência, ao mesmo tempo em que celebra a persistência da luta por justiça. A perspectiva Krahô sobre a terra, vista como sagrada em contraposição à visão meramente comercial de exploração, é um dos pontos centrais da reflexão proposta pelo filme. Um momento tocante do filme relembra a visita de estudantes da cidade à aldeia, onde a curiosidade infantil em tocar os corpos Krahô levanta uma questão fundamental sobre o reconhecimento da humanidade compartilhada.
Além da exibição do filme, a noite será marcada pelo lançamento do Selo Postal Claudionor Rosa, uma homenagem a um grande nome da cultura local. Haverá também a oportunidade de participar do Concurso Nacional "Cartas para o Futuro", escrevendo uma carta para o ano de 2026 e contribuindo para esta iniciativa inspiradora.
Não perca esta chance de prestigiar uma experiência cinematográfica impactante e de refletir sobre temas essenciais para o nosso presente e futuro. Confirme sua presença e traga seus amigos para esta noite memorável no Centro Histórico de Resende! Esta sessão única é uma oportunidade de se conectar com uma história poderosa e urgente, contada com sensibilidade e maestria.
Serviço
Evento: Exibição do filme "A Flor do Buriti".
Data: 31 de março.
Horário: 19h.
Local: Centro Histórico de Resende (RJ).
Realização: Cineclube Casa de Claudionor Rosa. Apoio de Governo do Estado do Rio de Janeiro, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução, e produção de ClubeFoto.
Atrações Adicionais:
- Lançamento do Selo Postal Claudionor Rosa.
- Concurso Nacional "Cartas para o Futuro" (participe escrevendo uma carta para 2026).
Observação: Sessão única! Sua presença é muito bem-vinda. Traga amigos!
Onde fica?
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